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Este microbook é uma resenha crítica da obra:
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ISBN: 9788581190785
Editora: LVM Editora
O Bitcoin é uma forma de dinheiro, assim como o real, o dólar ou o euro, com a diferença de ser puramente digital e não ser emitido por nenhum governo.
Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa. Entre suas peculiaridades, destacam-se a falta de lastro, a intangibilidade, a oferta inelástica e a ausência de um emissor central.
Na prática, Bitcoin é, portanto, uma moeda digital de código aberto, cujo funcionamento não depende de uma autoridade central.
As transações são verificadas, e o gasto duplo é prevenido, por meio de um uso inteligente da criptografia de chave pública.
Isso garante que todos os computadores na rede tenham um registro constantemente atualizado e verificado de todas as transações dentro da rede Bitcoin, o que impede o gasto duplo e qualquer tipo de fraude.
Entretanto, os usuários de Bitcoin desfrutam de um nível muito maior de privacidade do que usuários de serviços tradicionais de transferência digital, os quais precisam fornecer informação pessoal detalhada a terceiros intermediários que facilitam a troca financeira.
Como não há um terceiro intermediário, as transações de Bitcoin são substancialmente mais baratas e rápidas do que as feitas por redes de pagamentos tradicionais.
Uma vez que facilita transações diretas sem um terceiro, ele remove cobranças custosas que acompanham as transações com cartões de crédito. De modo que o Bitcoin provavelmente continuará a reduzir os custos de transações das empresas que o aceitam à medida que mais e mais pessoas o adotem.
Como um sistema aberto de pagamentos, o Bitcoin pode fornecer às pessoas acesso barato a serviços financeiros, em uma escala global. Além disso, é possível propiciar alívio às pessoas vivendo em nações com controles de capitais bastante estritos.
As leis e regulações atuais não preveem uma tecnologia como o Bitcoin, o que resulta em algumas zonas legais cinzentas. Isso ocorre porque ele não se encaixa em definições regulamentares existentes de moeda ou outros instrumentos financeiros, tornando complexo saber quais leis se aplicam a ele e de que forma.
Seja como for, as questões legais certamente afetarão a forma como o Bitcoin se desenvolve ao redor do mundo. Por ser um mercado em franco e rápido crescimento, é de se esperar novidades no âmbito legal proximamente.
Ainda que possa ser considerada uma mera coincidência o fato de a moeda digital ter surgido em meio à maior crise financeira desde a Grande Depressão de 1930, não podemos deixar de notar características marcantes como:
Esses fatores são certamente responsáveis por parte do ímpeto da criação do Bitcoin, mas não há dúvidas quanto ao que possibilitou o seu desenvolvimento: a era da computação, a revolução digital.
A quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, um dos grandes marcos da atual crise econômica e a maior falência da história dos Estados Unidos, ocorreu há nove anos. E, até hoje, seguimos sentindo as repercussões.
Cegados pelos baixos índices de inflação ao consumidor, enquanto os preços dos ativos imobiliários e financeiros disparavam, os banqueiros centrais acreditavam piamente terem domado os ciclos econômicos.
Sob a alegação de impedir o financiamento de atividades terroristas e lavagem de dinheiro, quem acaba sofrendo as consequências do aumento na supervisão e espionagem são os cidadãos de bem, que encontram cada vez mais dificuldade para proteger seus ativos e movê-los a qualquer jurisdição fora do alcance dos governos.
Os motivos fundamentais que impulsionaram a criação do Bitcoin são, portanto, evidentes: um sistema financeiro instável e com elevado nível de intervenção estatal e a crescente perda de privacidade financeira
Aparentemente surgido do nada, o Bitcoin é, em realidade, resultado de mais de duas décadas de intensa pesquisa e desenvolvimento por pesquisadores praticamente anônimos.
Ao contrário das redes usuais, em que há um servidor central e os computadores se conectam a ele, uma rede ponto a ponto não possui um servidor centralizado. Por esse motivo, é considerada descentralizada, ou seja, a força computacional é distribuída.
Qual seria o valor de uso subjetivo de um bitcoin? Somente cada indivíduo pode determinar. O que o economista pode inferir é que bitcoins foram e têm sido valorados pelos indivíduos que os adquiriram e os utilizam independentemente de qual seja o uso pretendido.
O caminho percorrido até aqui pelo Bitcoin, que passou de uma mercadoria virtual a um meio de troca, faz com que estejamos potencialmente testemunhando em “tempo real” o nascimento de uma moeda. E o que é mais extraordinário, com um vasto registro documental disponível para qualquer economista investigar.
A tecnologia utilizada pelo protocolo do Bitcoin aliada ao potencial da criptografia moderna faz com que uma unidade de bitcoin seja um bem econômico escasso. Somente o dono pode usar sua chave privada para dispor de seus bitcoins, transferindo-os a quem desejar.
O Bitcoin trouxe, portanto, escassez autêntica ao mundo dos bens digitais não escassos, cumprindo assim um dos principais requisitos teóricos para ser considerado uma moeda.
O grande estudioso Frank Shostak afirma que Bitcoin não é uma nova forma de dinheiro que substitui formas antigas, mas, na verdade, uma nova maneira de empregar dinheiro existente em transações.
Suas investigações nos permitem deduzir que qualquer “coisa” pode servir como dinheiro, contanto que seja usada e valorada como tal pelos indivíduos. Logo, uma unidade bitcoin, embora incorpórea, é o bem utilizado como meio de troca. Logo, o bitcoin é o próprio meio de troca, é o dinheiro propriamente dito.
É plenamente possível que, com o passar do tempo, o Bitcoin venha a superar tanto moedas fiduciárias quanto ouro e prata como meio de troca, e finalmente tornar-se universalmente aceito. A questão-chave será a liquidez, que por sua vez depende da ampliação da aceitação da moeda.
No quesito durabilidade, Bitcoin supera tanto o ouro quanto o papel-moeda, salvo no improvável caso de a Internet inexistir no globo terrestre. Bens digitais como um bitcoin não sofrem alteração espacial ou temporal.
No entanto, uma barra de ouro está sujeita ao desgaste natural do uso, perdendo massa ao longo do tempo. Já o papel-moeda é bastante frágil, podendo ser destruído facilmente.
O Bitcoin é, então, durável e perfeitamente divisível, embora incorpóreo. Ademais, um bitcoin é insuperavelmente uniforme, porque sua homogeneidade é matemática e não física, sendo tecnicamente impossível falsificá-lo.
Assumindo que a demanda continue crescendo ao longo dos próximos anos, isso significaria que uma unidade bitcoin valeria cada vez mais. E quanto mais se amplie a aceitação da moeda, maior será seu poder de compra.
Estamos ainda na infância do experimento Bitcoin. A cotação de um bitcoin em relação a outras moedas, ou o seu preço, é algo que está sendo descoberto pelo mercado, e não podemos prever a sua evolução.
A política monetária objetiva manipular a oferta de moeda em uma economia. No passado, deu-se de forma direta, com alvos específicos para o crescimento de algum agregado monetário. Atualmente, a manipulação da oferta monetária ocorre indiretamente, pela influência direta sobre a taxa de juros.
A política monetária do Bitcoin foi estabelecida na sua criação e é baseada em regras, cuja independência é assegurada pela natureza distribuída da rede subjacente. Essa política monetária não discricionária pode ser descrita como “meta de oferta monetária assintótica” ou MOMA.
Os agentes econômicos decidem livremente manter saldos em bitcoins devido a todas as vantagens da moeda digital perante outras formas de dinheiro e à expectativa de que essas vantagens conduzirão outros agentes a adotar bitcoins no futuro, possivelmente apreciando sua taxa de câmbio.
O princípio de moeda sadia guiou as doutrinas e políticas monetárias do século XIX, mas somente no século passado foi ele estendido, englobando os preceitos não somente de uma moeda sólida, mas também, e sobretudo, de uma moeda livre da ingerência estatal.
Precisamente neste ponto jaz uma das forças do Bitcoin. Em vez de implorar pelo respaldo legal, ele o contorna. Ao invés de pedir permissão para operar, ele simplesmente existe. O Bitcoin não é uma criatura do estado, é uma invenção do mercado que independe do consentimento do poder público.
A verdade é que o Bitcoin, ou o que vier a substituí-lo no futuro, impõe uma verdadeira concorrência contra o cartel dos banqueiros e a moeda dos governos. Por isso, não é sábio esperar nenhuma boa vontade dessa dupla simbiótica em relação ao Bitcoin.
Embora possa parecer que haja uma dicotomia entre o Bitcoin e as moedas fiduciárias, em realidade, é preciso enxergar o Bitcoin não como mutuamente excludente, mas sim como complementário às formas de dinheiro até hoje existentes.
É verdade que não podemos saber se o Bitcoin perdurará. Não sabemos se sobreviverá outro ano, ou uma década. Mas é bastante razoável supor que uma moeda digital, ou criptomoeda veio para ficar.
Mas não esperemos, como sinal de sucesso, que a moeda digital venha algum dia a suplantar as moedas estatais. Basta o Bitcoin servir ao menos como um firme e confiável empecilho ao abuso irrestrito do nosso dinheiro pelos governos, e ele já terá seu nome gravado na história da liberdade.
Você se lembra de como a Internet e o e-mail revolucionaram a comunicação? Antes, para enviar uma mensagem a uma pessoa do outro lado da Terra, era necessário fazer isso pelos correios. Nada mais antiquado. Você dependia de um intermediário para, fisicamente, entregar uma mensagem.
Pois é, retornar a essa realidade é inimaginável. O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro. Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa.
Bitcoin é uma forma de dinheiro, assim como o real, dólar ou euro, com a diferença de ser puramente digital e não ser emitido por nenhum governo. O seu valor é determinado livremente pelos indivíduos no mercado.
Para transações online, é a forma ideal de pagamento, pois é rápido, barato e seguro. É, portanto, uma tecnologia verdadeiramente inovadora. Experimente adquirir um produto ou receber por um serviço prestado utilizando bitcoins e comprove, na prática, tudo o que foi dito aqui!
Saiba mais sobre o Bitcoin -assista ao TED talk de Fernando Ulrich e veja como esse experimento econômico promete revolucionar a forma como transacionamos!
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Estudou no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, de 1969 a 1974, onde foi colega de Eduardo Ferro Rodrigues, António Peres Metelo e Félix Ribeiro, mas sem terminar a licenciatura. Ainda estudante, entrou como colaborador económicos para a redacção do semanário lisboeta Expresso,o jornal de Francisco Pinto Balsemão, onde veio a ser responsável entre 1973 e 1974 pela secção de Mercados Financeiros, assinando textos com o pseudónimo de Vicente Marques. Em 1980 trabalhou no departamento internacional do Banco Pinto & Sotto Mayor. Identificado publicamente com o PSD e fundador da iniciativa Compromisso Portugal, Fernando Ulrich tem provocado pol... (Leia mais)
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